21 outubro 2009

Cíclico

Deveria eu romântico ser
Se me orgulhasse
Das rosas que beijei
E ainda, das que beijar desejei?*

O Amor é vaidoso. Vangloria-se dos seus feitos, quer tenha machucado alguém, quer tenha matado de gozo. Vive solto pelo mundo, não há quem o prenda, pois prendê-lo seria sentenciá-lo à morte. Há quem chore, sangre, morra... Há até quem escreva metafóricas historinhas... E o Amor, inocentemente, faz-se de desentendido, e conta a sua versão da história.
Mas a verdade, é que o Amor se desdobra, se transforma, sofre metamorfose, morre e renasce... E continua sendo o soberbo Amor.
(Calliope, 20/10/2009)

*Romântico, Grigório Rocha - www.poesiasdoabsurdo.blogspot.com


 
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